Debate realizado no Dia da África trouxe reflexões sobre ancestralidade, pertencimento e o cuidado construído dentro dos territórios quilombolas
No Dia da África, celebrado em 25 de maio, o Instituto do Negro de Alagoas (INEG/AL) participou da I Semana de África da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (UNCISAL), integrando a mesa “Saúde Quilombola: acesso, território e equidade no SUS”. O encontro reuniu estudantes, pesquisadores, profissionais da saúde e movimentos sociais em um momento marcado pela escuta, pela troca de experiências e pela valorização das vivências quilombolas.
O encontro caminhou para além da estrutura dos serviços de saúde e destacou o território como espaço de memória, afeto, resistência e produção de cuidado. As falas reforçam que a saúde quilombola também nasce das relações comunitárias, dos saberes ancestrais e da força coletiva que atravessa gerações, mesmo diante das desigualdades históricas impostas à população negra.
Representando o instituto na atividade, o psicólogo Adson Correia destacou que pensar equidade no SUS exige reconhecer as histórias e experiências construídas dentro desses territórios. “Existe cuidado na forma como essas comunidades preservam seus vínculos, sua memória e seus saberes. Falar sobre saúde quilombola é também falar sobre dignidade, pertencimento e o direito de existir com respeito às suas histórias e identidades”, afirmou.
A participação do INEG/AL na atividade também reforça a continuidade de uma atuação comprometida com o fortalecimento de políticas públicas antirracistas e com a valorização das vivências, saberes e trajetórias das populações quilombolas. Em espaços como esse, o debate sobre saúde pública se amplia e passa a reconhecer a ancestralidade, o território e a justiça social como dimensões fundamentais para a construção de um SUS mais sensível às realidades da população negra em Alagoas.





