IFAL Institui Comissão de Acompanhamento de Bolsistas Quilombolas e Indígenas

 

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Criada por meio da Portaria nº 2144/GR, de 29 de agosto de 2018, a Comissão tem por atribuição “auxiliar na comprovação e fiscalização da condição de pertencimento étnico dos estudantes indígenas e quilombolas, bem como no acompanhamento de tais estudantes no processo de adaptação acadêmica” (Portaria/ MEC- nº 389, de 09 de maio de 2013). A Comissão deve ter caráter interdisciplinar e além da representação da instituição devem constar também como membros da mesma, integrantes de organizações da sociedade civil.

O Instituto do Negro de Alagoas também compõe a Comissão. Além do INEG/AL, também compõem a Comissão as servidoras Karine Santos (Assistente Social e Coordenadora de Assistência Estudantil), Jordana Oliveira (Docente e Coordenadora de Ações Inclusivas), Tâmara Silva (Docente), Luis Silva (Docente e Coordenador Geral da Rede e-tec Brasil), Maria Viana (Docente) e Manuel Santos (Coordenador Estadual das Comunidades Quilombolas e Remanescentes de Alagoas e Coordenador Nacional Conaq). Tais ações são voltadas aos estudantes contemplados no Programa de Bolsa Permanência do Ministério da Educação, o qual visa conceder auxilio financeiro a estudantes matriculados em instituições federais de ensino superior que se encontre em situação de vulnerabilidade socioeconômica, com destaque para indígenas e quilombolas.

INEG é contemplado no Edital Baobá 2018 – A Cidade Que Queremos!

LOGO EDITAL BAOBA

O Instituto do Negro de Alagoas foi contemplado no Edital Baobá 2018 com o projeto Entre a Periferia e a Orla: Diálogos Públicos e Práticas Antirracistas. Abrangendo especificamente a região Nordeste do Brasil, o edital trouxe um chamado para Organizações Afro-Brasileiras da Sociedade Civil apresentarem seus projetos com o tema A Cidade Que Queremos.

A proposta apresentada pelo INEG, “Entre a Periferia e a Orla: Diálogos Públicos e Práticas Antirracistas”, tem o objetivo de estabelecer diálogos com as instituições de Segurança Pública e do Judiciário, debatendo e intervindo nas possíveis práticas de racismo institucional realizadas por esses órgãos. Com um olhar especial para a Polícia Militar de Alagoas, o projeto visa trabalhar com os policiais que atuam nas Bases Comunitárias, situadas em bairros periféricos de Maceió.

Defendemos a construção de uma cartilha de orientação das abordagens policiais direcionadas a jovens negros e negras, LGBTIs, jovens em cumprimento de medidas socioeducativas e casas de cultos religiosos da matriz africana.  Além dessa ação, pretendemos propor a construção de um núcleo específico de militares que sejam adeptos das religiões de matriz africana, a exemplo do núcleo instituído no Estado da Bahia.

A iniciativa busca ainda estimular discussões, promover rodas de conversa, oficinas e construir elementos práticos de combate ao racismo institucional. Se faz importante levantar o debate a cerca da negação à cidadania enfrentada pela população preta do nosso Estado. O direito a cidade nos é tirado cotidianamente e precisa ser reivindicado com ações que nos possibilite enfrentar os mecanismos que nos excluem.

O Fundo Baobá foi criado em 2011 pensando em  apoiar projetos voltados para a equidade racial.  Sem fins lucrativos, o órgão mobiliza recursos para contribuir com a manutenção de Organizações da Sociedade Civil comprometidas com o combate às desigualdades  raciais. O edital Baobá 2018- A Cidade que Queremos foi lançado em parceria com a Fundação OAK e buscou contemplar grupos e organizações que lutam para reverter a desigualdade na qual estão submetidas as populações negras no país.

INEG/AL se faz presente na 70ª Reunião Anual da SBPC Afro e Indígena

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Nos dias 23, 25 e 26 de julho, o Instituto do Negro de Alagoas pôde contribuir com o debate referente às questões da população negra, apresentando um pouco do que tem feito no estado de Alagoas, por ocasião da 70ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira Para o Progresso da Ciência – SBPC. Este ano, a Reunião contou com um espaço específico para a promoção das discussões relativas às populações negras e indígenas, a SBPC Afro e Indígena. Nossa participação se deu em duas mesas-redondas: “Racismo no Brasil: invisibilidades e enfrentamento às formas de dominação” e “Desafios da Garantia da Inclusão Através das Políticas de Cotas: um diálogo sobre democracia”. A primeira mesa-redonda foi proposta e organizada pela Associação Brasileira de Psicologia Social (ABRAPSO), Associação Brasileira de Psicologia Política (ABPP) e Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Psicologia (ANPEPP), na pessoa do Professor Dr. Marcos Mesquita. A segunda mesa-redonda foi proposta e organizada pela Comissão de Gênero e Raça do Instituto Federal de Alagoas (IFAL), nas pessoas da Prof.ª Dr.ª Elaine Rapôso e da Assistente Social, Danielly Spósito.

Ambas as mesas-redondas se deram em auditórios lotados por estudantes e professores, os quais contribuíram consideravelmente com o debate empreendido, questionando aspectos de nossas relações raciais e das iniciativas de promoção socioeconômica da população negra brasileira. De nossa parte destacamos os desafios atuais para a implementação de políticas públicas para aquela população de um lado, e de outro, tratamos um pouco do lobby, advocacy e litigância que temos feito junto às instituições públicas no estado de Alagoas.

Por ocasião do debate foi também apresentada a publicação do INEG/AL, o livro “Cabeça Preta: pesquisas sobre a questão racial em Alagoas”, o qual foi adquirido por alguns dos participantes do evento.

O INEG/AL ministrou ainda uma Oficina intitulada “Intervenções Artístico-Culturais Étnicas na Cidade de São Paulo” em conjunto com Leandro de Arruda, integrante do Coletivo da Comunidade do Glicério de São Paulo. Foi um espaço de importante troca de experiências, onde refletimos sobre as diferenças e semelhanças de nossas regiões uma vez que as pautas das periferias se assemelham em todo o país.

 

Lançamento do livro Cabeça Preta: pesquisas sobre a questão racial em Alagoas!

 

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O último sábado, dia 19 de maio de 2018, foi marcado pelo lançamento do livro: Cabeça Preta: pesquisas sobre a questão racial em Alagoas, primeira publicação do Instituto do Negro de Alagoas. A tarde foi, num primeiro momento, o reencontro de vários grupos do movimento negro alagoano. Um momento histórico pelo lançamento de um livro que reúne escritores negros e negras que se dedicam ao debate teórico e a reivindicar ações concretas para população negra no estado de Alagoas. O público que compareceu, pode ouvir e debater juntamente com os autores do livro. As falas abordaram diversos aspectos da realidade negra, como a religiosidade, a educação étnico racial, projetos de intervenção em periferias, expressões da dança, reflexões políticas, Capoeira, Hip Hop, entre outros temas.

Com um formato bastante informal, o público pode interagir com os escritores e escritoras com muita proximidade. Após os debates das apresentações, ainda foi possível participar de um momento musical de alto nível. Reggae, músicas autorais, outras conhecidas de todos e todas;

A importância de um livro como Cabeça Preta: pesquisas sobre a questão racial em Alagoas, além de trazer autores negros e negras para a publicação de seus textos, é também de tornar esse pesquisadores e pesquisadoras, referências para os futuros escritores e escritores. Por meio desta publicação, o INEG/AL pretende contribuir com debate de ideias relativas à realidade da população negra alagoana. É nosso interesse ainda, possibilitar que lideranças negras possam ter suas experiências difundidas, de forma a fortalecer o trabalho que desenvolvem em suas comunidades, bem como diversificar o mercado editorial no estado, principalmente no que diz respeito a abordagens que partem da experiência negra.

Além da presença dos articulistas, também se fizeram presentes no lançamento membros do Coletivo Afro Caeté; Paulinha, liderança do Centro de Cultura e Cidadania Malungos do Ilê; Ventania, Leto e Bigodinho, Mestres e professor de Capoeira; Tininho, Prof. de Dança Afro; artistas, educadores, jornalistas, dentre outros.

INEG/AL Debate a Situação da População Negra no IFAL/MD e na UNIT.

Nos dias 05 e 06 de abril, o Instituto do Negro de Alagoas fomentou o debate sobre a situação da população negra de Alagoas no Instituto Federal de Alagoas de Marechal Deodoro e na Universidade Tiradentes (UNIT). Sob os respectivos títulos de “Interrogando Nossa História: a violência contra a população negra no Brasil contemporâneo” e “Negritude: arte e resistência nas ruas”, ambas as atividades se caracterizaram pela necessidade atual de se discutir a realidade socioeconômica e a necessidade de organização da população negra, considerando o recente episodio de assassinato da vereadora carioca Marielle Franco.

No IFAL/Marechal Deodoro, o professor Fabrício Tavares ressaltou a violência enquanto característica inerente à formação histórica do Brasil, de forma a evidenciar que os problemas sociais sempre foram tratados como caso de polícia/exército. Para tanto, Fabrício fez menção ao histórico da própria figura política que dá nome à cidade sede do referido Instituto.

Ainda no IFAL, a professora Regina Lopes discorreu sobre a importância dos papeis desempenhados pelas lideranças negras femininas na construção da luta negra nacional, a exemplo de Lélia Gonzalez, Luiza Barrios, Matilde Ribeiro e a própria Marielle Franco, dentre outras.

Na roda de conversa realizada na UNIT, destacamos a necessidade de se criar uma comissão pró ação afirmativa a qual teria por atribuição fomentar o debate e a formulação de uma proposta de promoção de negros e indígenas no interior da referida Universidade.

Em ambas as ocasiões foi apresentada a mais nova publicação do Instituto do Negro de Alagoas, Cabeça Preta: pesquisas sobre a questão racial em Alagoas, a qual terá seu lançamento realizado no mês de Maio.

No IFAL/MD, a atividade foi organizada pelo Leia Mulheres de Marechal Deodoro, grupo de leitura liderado pela professora Elaine Rapôso e também pelo Grêmio Estudantil Nelson da Rabeca. Na UNIT, a roda de conversa contou com a organização do Conselho Regional de Psicologia – AL em parceria com o Centro Acadêmico de Psicologia Nise da Silveira.

PALESTRA IFAL MARECHAL DEODORO

RODA DE CONVERSA UNIT ABRIL 2018

Após Reivindicação do INEG/AL, FAPEAL Criará Comissão Para Formular e Instituir Ações Afirmativas

FAPEALEm reunião ocorrida no dia 19 de fevereiro de 2018 entre a Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de Alagoas (FAPEAL), o Instituto do Negro de Alagoas (INEG/AL) e o Ministério Público Estadual (MPE), foi definido – após debate – que a referida Fundação criará Comissão de Políticas Sociais e Afirmativas, no prazo de trinta dias (prorrogáveis pelo mesmo prazo). Tal Comissão terá por atribuição construir uma proposta de promoção dos segmentos negro e indígena, com foco na política de concessão de bolsas de pós-graduação (Mestrado e Doutorado).

LOGO INEGAções dessa natureza já vêm sendo desenvolvidas por instituições congêneres à FAPEAL, a exemplo das bolsas de iniciação científica do CNPq para estudantes negros cotistas. Apesar disso, o debate junto às Fundações estaduais de fomento à pesquisa tem sido praticamente inexistente, quando não, pouco exitoso. Desde o ano de 2010 que o Instituto do Negro de Alagoas vem dialogando com a referida Fundação para que a mesma constituísse um programa específico de concessão de bolsas para negros e indígenas, visando a promoção/inserção destes segmentos nos cursos de Mestrado e Doutorado do estado.

A esta ação se junta a já acabada proposta de instituição de cotas raciais nos cursos de pós-graduação da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), a qual ainda este semestre deverá ser submetida às instâncias deliberativas da Universidade.

Iniciativas dessa natureza são de fundamental importância  para que desigualdades raciais historicamente construídas se vejam dirimidas de maneira objetiva, tendo por consequência a construção de espaços plurais, condizentes com a representação daqueles segmentos na sociedade brasileira.

Confira aqui a Ata da Audiência.