A Coleção Vozes Negras é composta por um conjunto de 12 brochuras as quais tem por temática assuntos relativos a população afro-brasileira e africana em Alagoas. A mesma é voltada para estudantes do ensino fundamental e médio e tem como autoras e autores lideranças negras do estado.
Fruto de parceria entre a Editora Matriz e o INEG/AL, a Coleção visa contribuir com a construção de uma educação antirracista por meio da disseminação do conhecimento, da história e da cultura negra no espaço escolar e além dele.
É gestor(a) ou professor(a) de escola privada ou pública?
Adote a Coleção Vozes Negras como material didático de sua escola e construa conosco uma educação antirracista!
Confira o catálogo da Coleção acessando a aba “Publicações e Artigos” em nosso site!
Na última terça-feira foi realizada eleição pelo Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial de Alagoas (CONEPIR) com vistas a designação dos representantes da sociedade civil que deverão compor o Conselho no biênio 2026/2027. O Instituto do Negro de Alagoas (INEG/AL) está entre as entidades que comporão o Conselho, o qual também contará com entidades como o Movimento Negro Unificado (MNU), o Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô, o Ilê Alàketú Asé Sòhòkwè, dentre outras.
O CONEPIR possui papel fundamental na elaboração, proposição e fiscalização de políticas públicas voltadas à população negra.
Veja abaixo o Diário Oficial do Estado de Alagoas contendo todas as entidades eleitas para o biênio 2026/2027.
No último dia 15 de Dezembro finalizamos o processo de registro da Associação Cultural e Religiosa Instituto Casa do Mariwô Ilê Alàketú Asé Sohokwé, situado no bairro da Cidade Universitária, parte alta de Maceió.
Pai Wagner, Babalorixá responsável pela Casa, compartilhou conosco seu desejo em constituir a pessoa jurídica do Terreiro, com o objetivo de adequar o mesmo às exigências institucionais frente às demandas de interesse da Casa. A partir de então nos colocamos a disposição e estabelecemos parceria com o Terreiro para este fim, o qual já tem surtido bons frutos.
Agradecemos aqui a confiança da família Ile Alaketu Ase Sohokwe dada a nós do INEG/AL e esperamos poder estabelecer outras parcerias em ações futuras! Axé!!
O Instituto do Negro de Alagoas teve participação ativa na Roda de Conversa do projeto Patacuri – Cultura, Formação e Comunicação Afroameríndia, reafirmando seu compromisso com a defesa dos direitos dos povos de terreiro e com a promoção do letramento legal antirracista em Alagoas.
Desde o lançamento do projeto, o INEG vem apoiando as ações do Patacuri, levando conhecimento e informação aos terreiros e contribuindo diretamente nas rodas de conversa enquanto instituição parceira. Durante o encontro, o Instituto atuou de forma próxima às lideranças religiosas, esclarecendo dúvidas e compartilhando orientações jurídicas fundamentais.
Para Jerônimo Silva, representante do INEG no encontro, a participação do Instituto reforça a importância de aproximar o direito das comunidades tradicionais. “Desde o lançamento, o INEG vem apoiando o projeto Patacuri, levando conhecimento aos terreiros e contribuindo nas rodas de conversa enquanto instituição. Estar nesses espaços é fundamental para garantir informação, tirar dúvidas e fortalecer os direitos das comunidades de matriz africana”, destacou.
O papel do INEG foi especialmente relevante no debate sobre letramento legal antirracista, quando representantes do instituto dialogaram com os participantes sobre direitos, garantias legais e procedimentos necessários para o reconhecimento formal dos terreiros. Um dos principais pontos abordados foi o processo de registro dos terreiros, tema que gerou muitas dúvidas e motivou uma troca rica de informações entre o Instituto e as comunidades presentes.
Jerônimo Silva ressaltou o caráter coletivo da atividade: “Foi uma troca de conhecimento muito importante, tanto por parte dos terreiros quanto do INEG. Muitas dúvidas surgiram, principalmente sobre o processo de registro dos terreiros, e esse diálogo contribui para o fortalecimento dessas casas e de suas lideranças”.
O INEG participou ainda da entrega da placa Espaço Sagrado, momento simbólico de valorização dos territórios de fé. “Estivemos juntos com o Patacuri, com o desembargador Tutmés Airan e outras autoridades na entrega da placa Espaço Sagrado, um ato de reconhecimento e respeito às religiões de matriz africana”.
No último dia 25 de novrmbro, o Instituto do Negro de Alagoas (INEG-AL) participou da Semana da Consciência Negra da Unidade de Saúde Básica Jorge Duarte Quintela Cavalcante, no bairro do Graciliano Ramos. O tema da roda de conversa foi “Racismo e Saúde da População Negra” e contou com a participação dos funcionários e usuários da unidade. “Momento ímpar e importante, pois é um evento realizado no território, numa unidade pública do bairro, local onde as pessoas vivem e se relacionam, fazendo com que a discussão possa se amplificar! Pudemos discutir um pouco dos conceitos e da história das questões relativas as discussões étnico-raciais no Brasil, mas também, e priciplamente, ouvir as pessoas e suas contribuições para o tema”, sinalizou o membro do INEG-AL, Leandro Rosa, que foi convidado para ser o facilitador da roda de conversa. O encontro contou ainda com a participação do Mestre de Capoeira e Professor Whasington e com a música do cantor, ator e compositor Gustavo Gomes.
Na última terça-feira, o INEG/AL juntamente com o Coletivo de Empreendedores(as) Negros(as) Nosso Ilê, a Bancada Negra e o Deputado Estadual Ronaldo Medeiros (PT), realizaram uma reunião com Eduardo Barreto, presidente da Desenvolve Alagoas, agência de fomento do estado. Na pauta, a necessidade da agência criar uma linha de crédito específica, voltada para empreendedores negros e negras de Alagoas.
Na ocasião, além de apresentarmos o histórico de negligência do Estado para com comerciantes negros desde o século XIX, apresentamos também leis nacionais e estaduais que atualmente respaldam nossa demanda, a exemplo da Lei Estadual 9.452/2025 que, dentre outras coisas, preconiza a necessidade de promoção das mulheres negras do estado, inclusive no âmbito dos negócios. Apresentamos ainda algumas iniciativas que já são realidade no país, como é o caso do CrediAfro, desenvolvido pelo Governo da Bahia e que também visa a concessão de créditos a juros baixos para afro-empreendedores(as). Nossa proposta é que seja constituida uma linha de crédito que possua taxa inferior a 1% (um por cento) e com prazo de carência acima de três meses.
Ao final, ficou definido que a agência de fomento elaborará uma proposta a ser apresentada e discutida conosco.
A Justiça do Trabalho reconheceu que a jovem trabalhadora Gabriela Barros foi vítima de discriminação racial ao ser advertida e posteriormente demitida após utilizar tranças afro no ambiente de trabalho, em Maceió. O caso, acompanhado pelo Instituto do Negro de Alagoas (INEG/AL), foi julgado pela 9ª Vara do Trabalho de Maceió, que confirmou a prática discriminatória e fixou indenização por dano moral.
De acordo com o processo, autuado em 12 de maio de 2025, Gabriela relatou que foi orientada pela chefia a retirar o penteado tradicional sob o argumento de que seu cabelo não seria aceito no padrão visual da empresa. Em fases posteriores, a trabalhadora também foi advertida verbalmente, ameaçada de dispensa e transferida de suas funções originais durante o aviso prévio. Gravações apresentadas aos autos corroboraram as denúncias e foram consideradas válidas pelo juízo.
Na análise do caso, o magistrado aplicou o Protocolo para Julgamento com Perspectiva Racial, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), instrumento que orienta magistrados a identificar práticas discriminatórias diretas ou indiretas e a avaliar os impactos de normas e condutas sobre a população negra.
Conforme a decisão, o juiz destacou que “tranças afro constituem manifestação cultural e identitária, cuja restrição sem justificativa razoável caracteriza discriminação”.
Com base nas provas reunidas, a Justiça concluiu que houve violação à dignidade da trabalhadora, configurando dano moral decorrente de discriminação racial. A empresa foi condenada ao pagamento de R$ 15.000,00 em indenização.
O INEG/AL reforça a importância da decisão como instrumento de enfrentamento ao racismo no ambiente de trabalho e destaca o compromisso institucional em oferecer suporte jurídico e acompanhamento a vítimas de discriminação racial no estado. O Instituto continuará acompanhando o caso até o cumprimento total da sentença.
Em reunião ocorrida na tarde dessa terça-feira, o Conselho Universitário da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (UNCISAL), aprovou por unanimidade política de reserva de vagas para pessoas negras, quilombolas e indígenas no acesso aos cursos de graduação e pós-graduação. Nesse primeiro momento, ficou definido que a percentagem de vagas destinada aos alunos egressos do sistema público de ensino (50%) será subdividida em cotas raciais, seguindo a percentagem de cada segmento, conforme dados do IBGE. Tal proposta se espelha no que preconiza a Lei federal para este fim.
A administração da Universidade prevê a realização de outras reuniões para definir critérios inerentes à política, como por exemplo, a constituição de bancas de heteroidentificação, dentre outros. A execução da política se dará ao final de 2026, para entrada de alunos cotistas no ano letivo de 2027.
Essa é mais uma vitória do povo negro de Alagoas, fruto da mobilização de organizações negras e da atuação dos aparelhos de justiça.
O INEG/AL segue reivindicando direitos para a população negra! Junte-se a nós!!
Na última segunda-feira o INEG/AL se fez presente no lançamento do Projeto “Patacuri Circuito Axé de Terreiro em Terreiro: Saiba seus Direitos”, ocorrido no Teatro de Arena, Centro de Maceió. Promovido pela OSC Patacuri, o projeto visa realizar atividades formativas junto às comunidades religiosas de matrizes africanas do estado, focando na promoção do conhecimento da legislação que garante o direito dessas comunidades.
Para além disso, é também objetivo do Projeto, aproximar instituições do poder público – notadamente aquelas relacionadas à segurança pública – bem como os aparelhos de justiça, àquelas comunidades, constituindo assim um canal de diálogo e prestação de serviço permanente.
O INEG/AL, representado por Jerônimo Silva, comprometeu-se em contribuir com os momentos formativos, dentre outras atividades inerentes ao Projeto.
Parabenizamos mais esta importante iniciativa do Ponto de Cultura Patacuri!
Confira abaixo a Nota emitida pela Associação de Professores da UNCISAL, defendendo a adoção de politica de cotas raciais nos processos seletivos da IES.