Com o intuito de garantir a presença das populações negras e indígenas, além das pessoas com necessidades especiais, nos cursos de pós-graduação da Universidade Federal de Alagoas, foi formada em meados do mês de julho de 2016, uma Comissão com o objetivo de pensar e construir uma proposta de política de acesso e permanência daqueles segmentos nos referidos cursos. A Comissão é formada pelo Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (NEAB/UFAL), pelo Instituto do Negro de Alagoas (INEG/AL), pela Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PROPEP/UFAL), além de professores e coordenadores de programas de pós-graduação da instituição federal de ensino superior.
A primeira experiência que incorporou o debate sobre o acesso de negros e indígenas em um curso de pós-graduação naquela Universidade foi desenvolvida pelo Programa de Pós-Graduação em História (PPGH/UFAL), no ano de 2015, tendo sido a proposta aprovada em agosto do ano anterior. Além de contemplar os segmentos supracitados, a proposta do referido Programa incorporou ainda o debate sobre empoderamento de lideranças negras, na medida em que também reserva vagas para indivíduos comprometidos com a luta pela promoção socioeconômica da população negra no país. Algo realizado apenas por instituições privadas, as quais não concediam vagas em cursos de pós-graduação, mas sim, bolsas de mestrado e doutorado para segmentos historicamente preteridos.
Com a iniciativa do Programa de História, logo outros Programas também formularam propostas, a exemplo do Programa na área de Educação e, mais recentemente, o da Antropologia. Tais iniciativas juntam-se a outras desenvolvidas no país, as quais forçaram o Ministério da Educação a instituir a Portaria Normativa nº 13, de 11 de maio de 2016 que dispõe sobre a indução de Ações Afirmativas na Pós-Graduação das universidades federais brasileiras e dá outras providências.
Além de se debruçar na elaboração de uma proposta institucional para a Universidade Federal de Alagoas, a Comissão Cotas na Pós/UFAL, também percebeu a necessidade de envolver a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (FAPEAL) neste debate, principalmente no que concerne à garantia da permanência dos cotistas em seus respectivos Programas, por meio da concessão de bolsas de estudo. Pleito este, que o Instituto do Negro de Alagoas vem debatendo junto à referida Fundação desde o ano de 2010.
A próxima reunião da Comissão está marcada para o dia 02 de agosto de 2016, às 10h, nas dependências do NEAB/UFAL.

problematização da sociedade alagoana em sua relação com a população negra local. Partindo da análise critica da escrita tradicional alagoana e seus atuais perpetuadores e, finalizando, com as performances das manifestações políticos-culturais negro-alagoanas, o Curso tem por objetivo principal possibilitar uma mínima compreensão do processo de construção do negro local, bem como também de sua resposta a tal construção.
de nossa formação socioeconômica. De tal forma que a superação do caráter desigual desta formação perpassa obrigatoriamente pelo empoderamento e promoção socioeconômica daquela população.
Dando continuidade às palestras ocorridas durante todo o ano de 2015, o Instituto do Negro de Alagoas (INEG/AL), trouxe para Alagoas, no dia 27 de novembro de 2015, a Coordenadora do Grupo de Estudos Mulheres Negras/UNB, Bruna Pereira. O debate foi produtivo e reflexivo. O tema proposto, “Feminismo Negro e Afetividades” foi a abertura inicial para um leque de assuntos referentes a mulher negra no Brasil.
familiar, muitas vezes causando violência física e moral, que acabam por afetar muitas mulheres. Enquanto as mulheres brancas estão no cenário da afetividade de casamentos formais, as mulheres negras aparecem com relações informais ou como amantes, justificando talvez a frase “branca para casar e preta para furnicar”.







