INEG/AL é Contemplado em Edital do Baobá

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O Baobá – Fundo Para a Equidade Racial, é uma iniciativa que tem por objetivo apoiar o desenvolvimento de projetos que visem a melhoria da qualidade de vida da população negra em território nacional. Em seu primeiro edital, denominado I Chamada Para Projetos de Organizações Afro-Brasileiras da Sociedade Civil, foram inscritas cento e noventa e quatro organizações de todo o país, das quais vinte e duas foram contempladas, dentre estas o Instituto do Negro de Alagoas. As propostas selecionadas são em parte considerável advindas da região Nordeste do país, as mesmas se constituindo numa ampla variedade de temas, como gênero, atividades de formação, cultura, combate à intolerância religiosa, educação, dentre outros.

Em sua proposta, o  INEG/AL tem por objetivo a realização de um curso de formação política a ser ministrado para professores de capoeira. Estes, por sua vez, serão orientados a desenvolver projetos a serem executados em escolas públicas do estado. Com este curso o Instituto do Negro de Alagoas dará início a um necessário diálogo com os capoeiristas do estado, visando a inserção do debate político sobre as necessidades e bandeiras da população negra em suas rodas de capoeira, assim como também nos fóruns deliberativos do segmento. Tal iniciativa se insere ainda nas discussões a respeito da implementação da Lei 10.639/03, a qual tem por objetivo a inserção dos conteúdos referentes a população afro-brasileira e africana no currículo escolar pois, será pensada no decorrer do curso formas de intervenção no espaço escolar por parte dos capoeiristas.

A presença bastante razoável de capoeiristas no interior das escolas públicas de Maceió, até mesmo por meio de aulas realizadas dentro do espaço escolar, nos fez refletir sobre a necessidade de uma maior intervenção dos mesmos junto às instâncias deliberativas das escolas, à exemplo dos conselhos escolares. Seja por meio da participação em tais conselhos, seja por meio do diálogo direto com os gestores da escola, os jovens praticantes de capoeira, assim como seus professores, podem se constituir num importante agente propositor e fiscalizador da implementação da Lei 10.639/03 no interior das escolas públicas de Maceió.

Nos últimos anos temos presenciado uma politização cada vez maior daquele segmento em Alagoas. É com o objetivo de contribuir para o pleno desenvolvimento da mesma, que o Instituto do Negro de Alagoas pretende desenvolver tal proposta, a ser iniciada ainda este ano.

Dialogando com a Comunidade Escolar de União dos Palmares/AL

A necessidade do debate em torno da educação para as relações etnicorraciais tem sido um desafio constante para a pleFOTO DAVID UNIAOna aplicação do que preconiza a Lei 11.645/08 nos estabelecimentos de ensino do país. Em Alagoas, assim como parece se apresentar em outros estados brasileiros, a formação de professores para a implementação da referida Lei, se mostra como um dos principais desafios enfrentados por aqueles preocupados com o avanço da promoção socioeconômica da população negra brasileira. Nesse processo, o currículo e as atividades cotidianas no ambiente escolar constituem espaços fundamentais para a desconstrução de práticas racistas fortemente arraigadas nos processos educativos regulares. Para além da formação de professores é preciso ainda que desenvolvamos mecanismos de verificação da aplicação dos referidos conteúdos. Ao discutirmos tais conteúdos, algumas questões precisam ser colocadas ao focalizarmos o estado de Alagoas. Acreditamos que uma destas questões seria a desconstrução de como o negro tem sido historicamente descrito por nossa classe letrada. E nesse momento é preciso fazer frente a um dos principais se não o principal ícone representativo de nossa alagoanidade, qual seja, a muitas vezes ingênua contemplação de nossas manifestações ditas folclóricas. É curioso o quanto até mesmo segmentos tidos como esclarecidos – a exemplo de nossa classe universitária – tem perpetuado e mesmo legitimado práticas e concepções fortemente sedimentadas e construídas pela elite senhorial local. Tudo isto travestido de uma suposta valorização do que seria “nosso”, do que nos diferenciaria dos outros estados da federação, e como tal, uma das representações do “ser” alagoano. É nesse sentido que entendemos que para o real desenvolvimento de práticas e concepções antirracistas em Alagoas, é preciso questionar elementos constituintes do que seria nossa alagoanidade. Para dialogar com tal realidade, o Instituto do Negro de Alagoas tem realizado algumas atividades, a exemplo da primeira atividade da parceria firmada entre o Instituto e o Núcleo de Identidade Etnicorracial de União dos Palmares/AL (NIER), ocorrida no dia 23 de maio, qual seja a participação de um momento de formação para estudantes, professores e coordenadores da referida cidade. O tema debatido foi: “Identidade Negra e a Legislação Educacional. Em nossa avaliação o debate foi produtivo, embora tenhamos a percepção do longo caminho que devemos percorrer, no sentido de se praticar uma educação que desconstrua e ressignifique práticas racistas vigentes em nossas instituições de ensino.

 

Mestrado em História/UFAL Constitui Comissão de Cotas Raciais

Em reunião do colegiado do curso de Mestrado em História da Universidade Federal de Alagoas, ocorrida no dia 04 de junho de 2014 com a participação do Instituto do Negro de Alagoas, foi debatida a possibilidade de adoção de um modelo de inclusão de negros e indígenas no quadro de alunos do referido curso. Após apresentação de programas de pós-graduação no país que já possuem tal iniciativa, o pleno do colegiado deliberou pela formação de comissão interna que terá por atribuição a construção de uma proposta de inclusão de negros e indígenas. Iniciativas dessa natureza já são realidade em programas de pós-graduação de Universidades como a Universidade Estadual da Bahia (UNEB), Universidade de Brasília (UNB), Universidade Federal do Pará (UFPR). Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), dentre outras. O Instituto do Negro de Alagoas (INEG/AL) entende que a exclusão do negro e do indígena dos espaços de produção científica é uma realidade incontestável no país, e em Alagoas em particular. Tal quadro tem contribuído para a constituição de verdadeiros guetos do saber com seus próprios sistemas de blindagem seletiva que acabam por barrar o acesso daqueles segmentos aos espaços de excelência acadêmica do país. Em Alagoas, tal situação pode ser compreendida ainda como a manutenção do negro enquanto objeto dos estudos de folclore. É apenas dessa forma que é permitida a participação do negro no processo de produção de conhecimento em Alagoas. A inclusão de negros e indígenas em programas de pós-graduação no estado, vem reclamar uma dívida que a classe letrada local tem para com aqueles. Mas não é só isso (o que por si só, ainda assim não representa pouco). A inserção de tais segmentos contribuirá para o crescimento científico da instituição, na medida em que os mesmos trazem consigo experiências que lhes permitem o desenvolver de perspectivas diferenciadas daquelas do mainstream acadêmico, algo já percebido ha muito por instituições congeneres no mundo inteiro.

INEG/AL Estabelece Parceria com NIER

No dia 28 de março de 2014, o Instituto do Negro de Alagoas – INEG/AL, recebeu a visita de Márcia Susana e Luizinho, ambos integrantes do Núcleo de Identidade Étnicorracial (NIER), Núcleo interno da Secretaria de Educação de União dos Palmares – AL, responsável pelo desenvolvimento de ações que visam promover os conteúdos concernentes à presença da população negra e indígena no interior das escolas do município. Na ocasião, os representantes do referido Núcleo apresentaram um conjunto de ações que vem sendo desenvolvidas no município, dentre as quais, ações que tem por objetivo a formação de professores para a devida implementação da Lei 10.639/03.

Dentre os objetivos da reunião entre as duas instituições, destacou-se a necessidade de haver uma parceria entre os mesmos onde, o INEG/AL ficaria encarregado de participar como Reunião INEG/AL e NIERformadores políticos na discussão sobre relações étnicorraciais junto aos professores (as) do Município de União dos Palmares. O INEG demonstrou interesse em fazer parte de tais atividades, o que foi bem recebido por Márcia e Luizinho, os quais convidaram o Instituto a fazer parte de atividades a serem desenvolvidas no final do mês de abril.

A formação de professores constitui um dos principais desafios à aplicação dos conteúdos relativos à História do Negro na sala de aula. A mudança do pensamento em torno do currículo por si só não garante efetivamente a prática diária nas salas de aula das escolas brasileiras. Sabemos que essa discussão passa necessariamente pelas inquietações e discussões praticadas no cerne da formação de profissionais que possam compreender essas antigas problemáticas.

O INEG/AL defende a formação política como uma ação necessária para constituir grupos atuantes na luta contra o racismo, o preconceito e a discriminação que ainda é realidade nas instituições educacionais de Alagoas (e do Brasil), as quais atingem de forma marcante, alunos(as) e professores(as) negros(as) e não negros(as) dos municípios alagoanos.

A partir de tal parceria o INEG/AL pretende estabelecer uma relação de troca de experiências com o NIER,  de forma a construir propostas bem sucedidas no combate a discriminação racial e pela promoção da população afro-alagoana.

INEG/AL Fortalece AENNUFAL e Agenda de Estudos Sobre Movimento Rastafári em Alagoas

Nos dias 27 e 28 de novembro, o Instituto do Negro de Alagoas em parceria com a Associação de Estudantes Negros e Negras da UFAL, realizaram dois momentos de discussões a respeito de questões da comunidade negra. No primeiro deles foi debatida a necessidade de implantação de um sistema de cotas raciais nos programas de pós-graduação da UFAL, nos concursos públicos para docentes, assim como também cotas nas pesquisas desenvolvidas por esta instituição. A realização de tal debate no auditório do ICHCA possibilitou a participação de estudantes do curso de História, os quais se comprometeram em levar o debate a frente, fortalecendo a AENNUFAL naquele Instituto universitário.

No dia 28, o INEG/AL deu continuidades às discussões, desta vez, com a participação do Ras Sidney Rocha, da Associação Cultural Nova Flor, sediada em Salvador. Aqui, o Instituto pode propiciar mais um momento de debate sobre o movimento e cultura Rastafári aos estudantes da Universidade Federal de Alagoas. O Coordenador do Curso de História, Prof. Robertinho, também se fez presente, onde pode narrar a participação dele e de outras pessoas na consolidação dos estudos sobre o negro no Curso. Com isso, o INEG/AL dá prosseguimento ao desenvolvimento de uma agenda de estudos sobre Movimento Rastafári no estado de Alagoas, ampliando dessa forma, as possibilidades de abordagens de fenômenos originariamente negros no estado.

INEG/AL e AENNUFAL Debatem Cotas na Pós e na Docência

O Instituto do Negro de Alagoas (INEG/AL) em parceria com a Associação de Estudantes Negros e Negras da Universidade Federal de Alagoas (AENNUFAL) realizam o Seminário: Aspirações e História da Comunidade Negra

Com as mesas:

Cotas na Pós e na Docência: Fabson Calixto – AENNUFAL, Jeferson Santos – INEG/AL e Prof.ª Roseane – CEDU/UFAL. Dia: 27/11/2013

História do Movimento Rastafári: Ras Sidney Rocha (Associação Cultural Nova Flor) e David José – INEG/AL.  Dia: 28/11/2013

• Participação: Quilombola de Zion cantando Nyahbinghi junto com Ras Sidney.
Local: auditório do ICHCA (antigo CHLA, localizado na UFAL)
Hora: 16 h

INEG Participa de Reunião Pró-Associação de Estudantes Negros e Negras da UFAL

No dia 13 de agosto de 2013, no Centro de Educação/UFAL, um grupo de alunos do PUNHO CERRADOcurso de Pedagogia da UFAL se reuniu com o intuito de discutir iniciativas que tenham por objetivo a promoção da população negra no interior da Universidade. Dentre tais iniciativas, foi destacada a necessidade de se debater propostas de inclusão de alunos negros nos programas de pós-graduação da referida Universidade, por meio da instituição de cotas raciais. Tal debate tem ganho força nos últimos meses no país. Alguns encaminhamentos já foram tomados e, para fazer frente  a esta e outras propostas em prol da comunidade negra, foi também discutida a necessidade de organização dos estudantes negros e negras da UFAL em torno de uma entidade que levaria a frente tais reivindicações. Nesse sentido, foi proposto a criação da Associação de Estudantes Negros e Negras da Universidade Federal de Alagoas, a qual teria o papel de aglutinar esforços no diálogo com @s estudantes negr@s e a própria Universidade. Parabéns estudantes por mais esta iniciativa!! O Instituto do Negro de Alagoas é parceiro neste processo.