Encontro com calouros de História aproximou os jovens de organizações que atuam na defesa de direitos e no enfrentamento ao racismo
O Instituto do Negro de Alagoas (INEG/AL) participou de uma mesa de conversa com estudantes da licenciatura em História durante as atividades do Julho das Pretas. O encontro fez parte da recepção aos calouros e apresentou o trabalho de organizações que atuam dentro e fora da universidade.
Promovida pelo Centro Acadêmico de História, a atividade reuniu representantes de diferentes grupos e movimentos negros. Cada participante compartilhou um pouco da trajetória de sua organização, das ações desenvolvidas e das formas de apoio oferecidas à população negra.
Representando o INEG/AL, Mariana Marques falou sobre a atuação do Instituto na orientação, no acolhimento e na defesa de direitos. A conversa buscou mostrar, principalmente aos estudantes negros que estão iniciando a vida acadêmica, que existem redes às quais podem recorrer diante de situações de racismo, preconceito ou violação de direitos.
“Falar sobre reparação histórica e bem viver é reconhecer as desigualdades e as violências que ainda atravessam a vida da população negra, especialmente das mulheres negras. É também trabalhar para que tenhamos dignidade, autonomia, segurança e acesso pleno aos nossos direitos”, afirma Mariana Marques, membra do INEG/AL.
Embora o encontro tenha ocorrido no ambiente acadêmico, o trabalho do Instituto alcança toda a sociedade. O INEG/AL promove ações de orientação, formação e conscientização, além de oferecer suporte a pessoas que enfrentam discriminação racial e outras violações.
A participação na atividade também reforçou uma das principais mensagens do Julho das Pretas: a importância das mulheres negras na construção de uma sociedade mais justa. Realizada nacionalmente ao longo do mês de julho, a mobilização amplia a visibilidade de pautas como reparação histórica, igualdade racial e bem viver.






