INEG/AL Apresenta Propostas Para Promover Igualdade Racial nas Eleições de Alagoas

O Instituto do Negro de Alagoas (INEG/AL) apresentou nesta segunda-feira (31) ao Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) um conjunto de propostas voltadas à promoção da equidade racial nos processos eleitorais do estado.

O documento, elaborado para o Comitê de Promoção à Equidade Racial do TRE-AL, propõe medidas concretas para fortalecer a participação política da população negra, historicamente aleijada nos espaços de discussão e decisão.

Entre as principais propostas estão a criação de uma banca de heteroidentificação no TRE-AL, para realizar a verificação fenotípica de candidaturas negras, o fomento a novas lideranças políticas nas comunidades quilombolas e na capital, além da garantia de financiamento justo para candidatos negros.

O Instituto também sugere que candidaturas, especialmente as majoritárias, dediquem tempo específico de propaganda eleitoral para apresentar propostas de combate à desigualdade racial. Para facilitar o acesso ao voto, o INEG/AL propõe a instalação de urnas eleitorais nas comunidades quilombolas e a disponibilização de serviços móveis para emissão de títulos eleitorais nesses locais.

Durante o encontro, que contou com a participação da comissão dos povos indígenas, a advogada Sandra Gomes, representante do INEG/AL, enfatizou a importância da criação da banca de heteroidentificação no Tribunal Regional Eleitoral. “Vamos manter essa parceria com o TRE e seguir fiscalizando para combater fraudes que prejudicam não apenas a população negra, mas todo o sistema eleitoral”, afirmou.

O Instituto reafirma seu compromisso em auxiliar o TRE-AL em todas as etapas de implementação das medidas propostas.

Assessoria de Comunicação Ineg/AL

Reunião da SEMUDH Debate Propostas Para Ouvidorias do Estado

Os membros do INEG/AL, Jonatas Menezes e Jerônimo Silva, participaram de uma importante reunião com a Secretaria de Mulheres e Direitos Humanos (SEMUDH) para alinhar a criação de uma ouvidoria especializada.

O objetivo principal é estabelecer um canal de comunicação eficiente entre o poder público e a população, garantindo que os serviços prestados atendam adequadamente às necessidades dos cidadãos.

Essa reunião inicial marca o começo de uma série de encontros estratégicos que visam fortalecer a proposta e definir as diretrizes operacionais da ouvidoria. Entre os principais pontos discutidos, destacam-se a estrutura organizacional, os procedimentos de atendimento e os mecanismos de acompanhamento das demandas.

Na ocasião, o INEG/AL entregou documento com propostas de ações a serem tomadas para maior adequação das Ouvidorias às demandas da população negra. Veja o documento abaixo!

Continuem acompanhando os próximos passos dessa ação!

Gabinete Civil do Governo de Alagoas Recebe Demandas do INEG/AL

No último dia 25, os membros do INEG/AL, Jeferson Santos e Pedro Gomes, se reuniram com Edenilsa Lima, gerente de Articulação Social do Gabinete Civil do Governo de Alagoas, para dialogar a respeito de demandas da população negra a serem implementadas pela administração pública estadual. Dentre as questões debatidas, foi dado destaque à necessidade das Universidades estaduais (UNEAL e UNCISAL) adotarem uma politica de reserva de vagas para pessoas negras em seus processos seletivos. Atualmente, tais instituições contam apenas com a cota social e um critério regional em suas seleções. A representante do Gabinete Civil, por ocasião da reunião, já passou a executar encaminhamentos práticos rumo à execução da política. De nossa parte, já foi encaminhada ao Gabinete proposta de politica a ser adotada.

Seguimos demandando do Estado o tratamento devido às questões de nosso povo!!

STJ Refuta Tese de Racismo Reverso e INEG/AL Cria Jurisprudência Nacional

Nesta terça-feira, 4 de fevereiro de 2025, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) analisou o Habeas Corpus impetrado pelo Instituto do Negro de Alagoas em defesa de um homem negro acusado de “racismo reverso” contra um homem branco de origem europeia.

No julgamento, o Ministro OG Fernandes, relator do caso, ao examinar o mérito da questão, ressaltou que a figura do “racismo reverso” não encontra respaldo no ordenamento jurídico brasileiro. Pelo contrário, a Constituição Federal, a Declaração das Nações Unidas sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial, a Convenção Interamericana contra o Racismo, a Discriminação Racial e Formas Correlatas de Intolerância, além do artigo 20-C da Lei nº 7.716/89, exigem a consideração do contexto social para a caracterização do crime de injúria racial.

O ministro destacou que insultos dirigidos a uma pessoa branca com base em sua cor de pele não configuram injúria racial no Brasil, uma vez que o racismo estrutural no país historicamente tem promovido a inferiorização de populações negras e indígenas. Assim, classificar tais ofensas como injúria racial desconsideraria o contexto de discriminação sistêmica enfrentado pela população negra. No caso concreto, o Ministro determinou a nulidade de todos os atos processuais relacionados à investigação da suposta conduta criminosa.

O Instituto do Negro de Alagoas ressalta que essa decisão representa um marco histórico na defesa dos direitos da população negra, pois reconhece as violações sistêmicas que essa comunidade enfrenta. Além disso, reafirma que as normas sobre racismo e injúria racial foram concebidas como instrumentos de proteção para grupos historicamente discriminados.

É advogado(a) e quer pautar sua atuação na defesa dos direitos da população negra alagoana? Junte-se a nós! Entre em contato!

inegalagoas@hotmail.com

Confira abaixo a decisão final do STJ, o vídeo da sessão do que julgou o caso (ver o vídeo na altura de 1:05:10), bem como o Habeas Corpus impetrado pelo INEG/AL, no início do processo!

Influencer Digital é Denunciado por Racismo Religioso

Na última segunda-feira, o Instituto do Negro de Alagoas realizou denúncia contra o influencer digital, Jaymson Davis, pela prática de racismo religioso em um video publicado em um de seus perfis no Instagram. No video, Jaymson se refere ao Candomblé como “religião horrível na mente da humanidade”. Em outro momento, associa ao Candomblé a termos como “prisão”, dentre outros. Atos como esse constituem verdadeiro ataque às religiões de matrizes africanas e, por isso, devem ser combatidos por todos os meios. Nesse sentido, o INEG/AL prontamente encaminhou denúncia à 59 Promotoria de Justiça da Capital, sob responsabilidade da Promotora Dalva Tenório.

Não admitiremos que esse tipo de ataque covarde se perpetue em nossa sociedade!!

Seguimos no combate ao racismo e na promoção de direitos para nosso povo!!

Conselho Estadual de Educação de Alagoas Delibera Pelo Aumento do Valor de Bolsa Para Estudantes Negros, Proposto Pelo INEG/AL

Em sessão ordinária, realizada no final de 2024, o Conselho Estadual de Educação de Alagoas deliberou, de forma unânime, pela aprovação da proposta feita pelo INEG/AL, a qual consiste no acréscimo de R$75,00 (setenta e cinco reais) no valor das bolsas concedidas pelo Programa Cartão Escola 10 aos(às) estudantes negros(as) da rede pública estadual.

A proposta partiu da constatação de que o Plano Estadual de Educação (Lei 7.795/16), em sua Meta 8, reconhece as desigualdades raciais existentes na escolaridade média entre negros e não negros, mas não aponta nenhuma medida objetiva para a superação de tais desigualdades. A decisão tomada pelo Conselho Estadual de Educação de Alagoas também foi seguida pelo Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial, o CONEPIR.

A política visa mitigar a evasão escolar que acomete notadamente a população negra. Para além disso, com esse debate, o INEG/AL pretende demonstrar ao poder público e demais instituições envolvidas, que não basta apenas reconhecer as desigualdades raciais, é preciso elaborar e executar políticas diferenciadas para a população negra.

Tais decisões, tomadas por ambos os Conselhos, acabam por fortalecer as demandas da população negra no âmbito da educação escolar estadual.

Confira abaixo a Ata do Conselho Estadual de Educação de Alagoas ratificando nossa proposta!

MPF e INEG/AL Realizam Reunião Institucional

Na última segunda-feira estivemos no Ministério Público Federal, junto à Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC), representada pelo Procurador Bruno Lins. Na pauta, assuntos como bancas de heteroidentificação, políticas de Estado e promoção da população negra, formação de operadores do Direito dos aparelhos de justiça, dentre outros. Na reunião, dentre outros pontos, destacamos a necessidade do MPF ratificar as decisões das bancas de heteroidentificação em processos judiciais, haja vista a frequente judicialização por parte de candidatos insatisfeitos. Em outro momento, tratamos da importância do MPF atuar inquirindo o poder público quanto a adoção de ações de combate às desigualdades raciais em suas políticas governamentais, haja vista a total ausência de politicas raciais por parte do poder público, apesar do reconhecimento de tais desigualdades pelo mesmo.

Seguimos na defesa dos direitos da população negra alagoana!

Editora Matriz Estabelece Parceria com o INEG/AL

Nesta segunda, nos reunimos com representantes da Editora Matriz, Patrycia Monteiro e Fernando Rizzotto, com vistas ao estabelecimento de uma parceria para a publicação de uma coleção de livros paradidáticos voltados para o debate racial. A coleção deverá abordar eventos históricos negro-alagoanos e terá por destino alunos do ensino fundamental das redes públicas de ensino de Alagoas. A iniciativa visa contribuir com a produção de material didático para a devida implementação da Lei 10.639/03, que estabelece a obrigatoriedade do ensino da história e cultura da população afro-brasileira e africana no currículo escolar.

Para nós do INEG/AL, é uma satisfação compor tal iniciativa a qual se soma às nossas demais iniciativas em.torbo da promoção educacional de nosso povo.

Conheça um pouco mais da Editora Matriz em @editoramatriz

INEG/AL Segue Fortalecendo Casas Religiosas de Matrizes Africanas

Na última terça-feira estivemos no Templo de Umbanda Cabocla Jurema e Caboclo Ubirajara, liderado por Mãe Graça e Pai Lúcio, no bairro de Barro Duro, em Maceió. O motivo de nossa visita foi a entrega da documentação do Templo, o qual, a partir de agora, passa a se constituir como pessoa jurídica. Tal condição ampliará a capacidade do Templo na captação de recursos para o desenvolvimento de projetos e para a própria manutenção da entidade religiosa. A condição de pessoa jurídica garante ainda o fortalecimento do Templo e maior adequação do mesmo junto ao diálogo com o poder público.

Parabenizamos a disposição e empenho do Templo de Umbanda Cabocla Jurema e Caboclo Ubirajara na importante tarefa de seu fortalecimento, o que só contribui pata a perpetuação e difusão da cultura negra em nosso estado.

Justiça Acolhe Denúncia de Racismo Religioso em Joaquim Gomes e Propõe Audiência de Conciliação

A Vara Cível da comarca de Joaquim Gomes admitiu o processo de indenização por danos morais ao Doté Elias, representado pelo Instituto do Negro de Alagoas.

Doté Elias, Babalorixá do Terreiro Hunkpámè Hundésò, localizado no município de Joaquim Gomes, sofreu racismo religioso com fim eleitoreiro por um então candidato à Prefeitura do mesmo município. Tal racismo foi cometido por meio da veiculação de video nas midias sociais, onde se afirma que o candomblé não seria a “verdadeira religião”.

Na presente ação, se discute reparação aos danos sofridos por Doté Elias. Tais atos afetam toda a comunidade religiosa de matriz africana e, como tal, requer punição à altura do que foi perpetrado.

O caso é acompanhado pelo advogado Ronaldo Cardoso, membro do Núcleo de Advocacia Racial do INEG/AL.

O INEG/AL segue firme na defesa dos direitos da população negra e de todas as esferas que lhes dizem respeito!

Veja abaixo despacho judicial!

Apoie você também a luta negra no estado de Alagoas! Junte-se a nós!