
Na manhã desta terça-feira, o INEG participou de uma reunião convocada pela Promotora de Justiça Alexandra Beurlen, a partir de uma demanda apresentada pelo Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional de Maceió (CONSEA).
A pauta partiu do reconhecimento da necessidade de discutir a segurança alimentar e nutricional nas casas de religiões de matrizes africanas em Maceió. Diante disso, foi pontuada a importância de que qualquer encaminhamento seja precedido da escuta direta dessas casas, compreendidas como territórios tradicionais de promoção de segurança alimentar, cuidado comunitário, produção de axé e vida.
Durante o diálogo, foram destacados pontos como a integração com movimentos nacionais, a realização de mapeamento e diagnóstico das condições de SAN e acesso à água, processos de documentação e projetização, bem como a mensuração do impacto social dessas comunidades.
Também foi ressaltada a necessidade de garantir assento próprio das casas de matrizes africanas nos conselhos municipal e estadual, além do enfrentamento ao racismo socioambiental e religioso, com destaque para os impactos causados pelo desastre da Braskem.
O INEG reafirma seu compromisso com a escuta qualificada, a defesa dos direitos dos povos tradicionais e o reconhecimento dos terreiros como territórios de saber, cuidado e resistência.

