O Instituto do Negro de Alagoas participou, nesta terça-feira (1º), de reunião com a Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (UNCISAL) para discutir pontos importantes na implementação da politica de cotas raciais e sociais nos processos seletivos da instituição a partir de 2026. O encontro faz parte de uma série de reuniões que já contaram com a participação do Ministério Público Estadual e da Defensoria Pública, garantindo o caráter técnico e jurídico das decisões.
Durante a reunião, a UNCISAL apresentou a proposta de seguir o modelo da Lei Federal nº 12.711/2012, que prevê reserva de vagas para estudantes de escolas públicas, com critérios raciais, sociais e para pessoas com deficiência. A adaptação da política à realidade local visa respeitar a legislação estadual e a autonomia universitária, garantindo eficácia e justiça na aplicação das cotas.
O debate também abordou a heteroidentificação que é o processo de validação da autodeclaração racial dos candidatos. O INEG se colocou à disposição para colaborar na aferição fenotípica neste primeiro momento.
O INEG/AL pontuou a necessidade e possibilidade real da política já ser instituída no processo seletivo de 2026, haja vista que a Universidade trabalha com as informações do ENEM que só chegam a instituição em janeiro de 2026.
A reunião contou com a participação fundamental do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas da UNCISAL, representado pela Prof. Bárbara Lima e pelo Prof. Roberto Ferreira. Participou ainda a Prof. Renata Cardoso, responsável pelos processos seletivos da instituição. Tivemos ainda a participação de Marluce Remigio, do MNU.



















